Arquivo para Dezembro, 2007

Mensagens…

Esta foi uma das melhores mensagens natalícias que já recebi. Veio num postal da APERCIM: 

“A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio dos nossos corações e aquece os daqueles que nos acompanham na nossa caminhada pela vida”. 

Deixe um comentário »

Nova Zelandices

 Esta manhã cheguei ao meu local de trabalho e li esta notícia:

Sydney, Austrália, 20 Dez (Lusa) – Um sismo de magnitude de 6,8 na escala de Richter foi hoje registado na zona norte da Nova Zelândia, mas sem causar quaisquer vítimas, referiram as autoridades. O Serviço Geológico neozelandês sublinhou que o sismo foi registado às 20:55 locais (7:55 em Lisboa) com epicentro a cerca de 400 quilómetros a sudeste de Auckland e a 40 quilómetros de profundidade. A aldeia mais próxima do epicentro, a cerca de 400 quilómetros, é Gisborne, com 32.700 habitantes. Na Nova Zelândia ocorrem cerca de 14.000 sismos por ano, dos quais a grande maioria é de fraca magnitude.

  Lembrei-me do… (bolas…já nem me lembro do nome dele. Era um daqueles nomes meio australianos impossíveis de esquecer de tão básico que era). Hoje, chamo-o de Marcus.  

Era Verão. De 2005, acho eu. De repente as contas baralham-se. Já quase não me recordo da data a partir da qual comecei uma nova vida. Tudo isto aconteceu já nessa nova vida.  Foi mais uma daquelas noites meio perdidas. E nesta estava mesmo literalmente perdida apesar de estar na discoteca que frequentava mais do que uma vez por semana. Estava perdida porque era dia de aniversário e estava sentada no muro à espera das minhas amigas alegres depois de ter entrado com outros amigos que foram entretanto embora. Ora bem, estava eu ali sentadinha no muro a beber um vodka com laranja quando se sentou um rapaz ao meu lado. Inicialmente nem me apercebi dos traços da sua cara. Não estava mesmo para aí virada. Perguntou-me se estava sozinha, o que estava a beber, se estava a gostar da festa…tudo isto…bolas…em inglês! Ok. Ainda não tinha bebido vodka suficiente para conseguir arrastar o meu inglês da melhor forma mas lá consegui alguma comunicação. A empatia foi imediata. Contou-me o que andava a fazer pela Ericeira, que era da Nova Zelândia (e eu…a fazer contas de cabeça a tentar perceber onde raio era a Nova Zelândia…só me lembrava do Senhor dos Anéis). Enfim…então o Marcus andava por Portugal à procura de ondas. Praticava skysurf. Andava pelo mundo. Há um ano que não ia a casa. Tinha a minha idade. Contou-me que quando disse à mãe que estava em Portugal ela entrou em pânico: “There’s a lots of fires in that country! Be careful son!”.  

Ainda estivemos ali uns minutos na conversa com muitos ‘hum’, ‘huh’ e segundos de silêncio enquanto eu pensava como é que raio explicava isto ou aquilo em inglês.Depois chegaram as minhas amigas alegres. Lançaram-lhe um olhar de desprezo e viraram-se para outro lado com os seus amigos alegres. Eu confesso que, às tantas, já estava farta de ali estar, a conversar com um estranho, com frio das brisas que vinham do mar e rodeada de gente vazia. Ainda lá aguentei umas horas. No fim, dei ao Marcus o meu número de telemóvel…afinal, o que tinha eu a perder? Seria raptada e levada para a Nova Zelândia? Yah…até me parecia uma boa ideia já que a minha vida não estava a ter grande interesse por aqui. Fui-me embora perto das cinco da manhã. A essa hora também ele já tinha ido. A pé até ao Parque de Campismo onde estava alojado. 

Eu estava de férias. No dia seguinte, depois da hora de almoço, tocou o telefone. Um número fixo desconhecido. Hum…’Tou? ‘Huh…hi…S? It’s me, Marcus!’ Combinámos encontrarmo-nos na praia onde estava a decorrer o campeonato mundial de surf. Já antes tinha falado com um amigo meu. ‘Pah…aconteceu-me isto…anda lá comigo à praia, só para ver se o bacano é de confiança ou não, yah?’. Encontramo-nos lá. À luz do sol consegui ver os seus traços. Topava-se ao longe que não era português. Mas também não tinha pinta nenhuma de ser do outro lado do mundo da terra de surfistas. Era muito branco e mantinha a cara branca de creme e o carapuço da camisola por cima da cabeça e cabelos desgrenhados pelo pescoço. ‘It’s because of the sun’, dizia. Estivemos ali um pouco os três a olhar para o mar. Comi uns bagos de uva trazidos por ele. Entretanto chegaram os meus amigos alegres e também o ex-namorado alegre. Ignoraram-me. E ainda bem. Não me apetecia mesmo nada que me fizessem perguntas sobre a minha nova companhia.  

Passado um pouco, o Marcus foi até à estrada nacional, apanhar uma boleia até São Lourenço para ir aproveitar o vento com o seu equipamento de skysurf. Ainda o vi lá ao fundo do horizonte a passar pela praia….Nos dias seguintes, o mesmo. Telefonema e combinação na praia. Num desses dias quisemos trocar de endereços, e-mail ou telefone fixo. Estupidamente e nem sei porquê, nesse dia, ao contrário dos restantes 364 dias do ano, não tinha uma caneta dentro da mala. Ficou para depois. Pra depois… 

Lembro-me que na altura andava meio desorientada sem saber o que fazer na vida e preocupada demais com pessoas que não valiam nada…Talvez por isso um dia ele me tenha ligado três vezes e eu não tenha atendido. Talvez por isso eu tenha ido aos sítios onde ele costumava estar e não o tenha visto. Talvez por isso eu tenha ido ao Parque de Campismo, na noite anterior ao dia que se iria embora, à procura dele apenas com o seu primeiro nome. Já tinha saído. Ficou o vazio. Quase desespero por não me ter esforçado por conhecer mais uma pessoa, que ao contrário das últimas que conhecera, tinha sempre algo mais para contar, experiências para partilhar e vontade de me conhecer sem nunca sequer ter mostrado a tentação de me dar um beijo na boca.

Comentários (3) »

Duvidas do dia

 

 

Como é que se escolhe uma prenda para a namorada do pai a pedido do próprio?Mas afinal, o que pago eu por ter um serviço de Internet no telemóvel?Já se pode beber água?Quando é que acaba o Natal? O que vou vestir no casamento do final de ano?Como é que se vai para a Serra da Estrela?Será que? Está alguma coisa inundada? 

 

Comentários (2) »

A minha sugestão para este Natal…

Como os meus votos via e-mail deste ano podem não ter chegado a todos aqui ficam eles:

“Neste Natal aproveitem para se redimirem dos vossos ‘pecados’ das compras obsessivas e aventurem-se numa verdadeira Boa Acção. Cliquem em: http://www.ccspt.org e ofereçam um futuro melhor a um ser humano.
Espero que passem uma noite de 24 bem pertinho dos que mais amam”.


 

meninos.jpg

Deixe um comentário »

É

Para mim o Natal é: 

………………………………………………………..pois. Existe. É.

Deixe um comentário »

Contas familiares

Com estas coisas do Natal, família e afins, dei por mim ontem à noite a pensar no número de pessoas que fazem parte da minha corrente sanguínea mais directa. Dos laços todos. Todinhos mesmo.

Após algumas (longas) contas aqui vai: Um pai, uma mãe, um irmão, uma avó, um avô, 19 tios e tias (incluindo respectivos cônjuges e um dos quais é padrinho), 22 primos direitos (dos quais um é afilhado) e nove primos em segundo grau (dos quais um é afilhado). Isto sem contar com os cônjuges do irmão e primos (mais 12 pessoas).

Total: Quase 70 pessoas… Façam as contas…é giro!

Comentário (1) »