Lembro-me do quentinho vindo da lareira contrastando com uma aragem fresca vinda da chaminé da cozinha. Do cheiro a resina da árvore enfeitada no canto da sala com fitas laranja, azuis, amarelas e enfeites dourados, prateados, vermelhos…numa amálgama de cores que quase não deixavam ver o verde seco do pinheiro apanhado dias antes “no pinhal lá de baixo” . Dos cobertores por cima do corpo. Enroscados a ver os filmes típicos de Inverno. Dos vagueios imaginários pela lista de presentes que gostaríamos de receber.
Lembro-me dos mimos. Das risotas partilhadas. Do calor familiar. Dos papéis de embrulho espalhados pelo chão antes de se atirarem pela lareira adentro e desaparecerem em segundos. De passar a noite aconchegada.
Lembro-me de Natais puros, naturais e sinceros. De prendinhas simples e desejadas durante todo o ano. Da família – só os quatro – a rir com as ofertas made by pai e do arroz-doce made by mãe.

VV disse,
Novembro 30, 2007 @ 3:15 pm
Nunca os esqueças.
Alexa F. J. disse,
Novembro 30, 2007 @ 4:57 pm
Os sentimentos tornam os momentos eternos.