Cansei-me de estar aqui. Como é Janeiro e tal, e como de vez em quando até gosto de mudanças, a partir de agora estou AQUI. Dentro de uns dias este espaço irá pelos ares…para dar lugar a outros.
Janeiro…aquela altura do ano…
Já que estamos num ano novo estou a pensar em fazer uma remodelação a este digníssimo (mas às vezes parvo q.b.) espaço virtual. O verde, coitado, anda-me a cansar. As palavras estão na cabeça mas custam a sair cá para fora…talvez seja do nevoeiro que por aí anda. A imaginação não se tem levantado do sofá e a preguiça tem me inundado a alma. O povo por aqui está todo a hibernar (Entenda-se por povo, tudo e todos aqueles que me fazem escrever aqui alguma coisa, yah?).
Syrygayayayupiyupiyaya….
Estivemos mais perto do céu
Neste trocar de ano estivemos mais perto do céu. Lá no alto…e até tive medo de uma estrela que, de tão cintilante, me amedrontou. Valeram o calor dos teus braços, os beijos repenicados, as noites a olhar para o frio e os sonos profundos na casa grande.
Nova Zelandices
Esta manhã cheguei ao meu local de trabalho e li esta notícia:
Lembrei-me do… (bolas…já nem me lembro do nome dele. Era um daqueles nomes meio australianos impossíveis de esquecer de tão básico que era). Hoje, chamo-o de Marcus.
Era Verão. De 2005, acho eu. De repente as contas baralham-se. Já quase não me recordo da data a partir da qual comecei uma nova vida. Tudo isto aconteceu já nessa nova vida. Foi mais uma daquelas noites meio perdidas. E nesta estava mesmo literalmente perdida apesar de estar na discoteca que frequentava mais do que uma vez por semana. Estava perdida porque era dia de aniversário e estava sentada no muro à espera das minhas amigas alegres depois de ter entrado com outros amigos que foram entretanto embora. Ora bem, estava eu ali sentadinha no muro a beber um vodka com laranja quando se sentou um rapaz ao meu lado. Inicialmente nem me apercebi dos traços da sua cara. Não estava mesmo para aí virada. Perguntou-me se estava sozinha, o que estava a beber, se estava a gostar da festa…tudo isto…bolas…em inglês! Ok. Ainda não tinha bebido vodka suficiente para conseguir arrastar o meu inglês da melhor forma mas lá consegui alguma comunicação. A empatia foi imediata. Contou-me o que andava a fazer pela Ericeira, que era da Nova Zelândia (e eu…a fazer contas de cabeça a tentar perceber onde raio era a Nova Zelândia…só me lembrava do Senhor dos Anéis). Enfim…então o Marcus andava por Portugal à procura de ondas. Praticava skysurf. Andava pelo mundo. Há um ano que não ia a casa. Tinha a minha idade. Contou-me que quando disse à mãe que estava em Portugal ela entrou em pânico: “There’s a lots of fires in that country! Be careful son!”.
Ainda estivemos ali uns minutos na conversa com muitos ‘hum’, ‘huh’ e segundos de silêncio enquanto eu pensava como é que raio explicava isto ou aquilo em inglês.Depois chegaram as minhas amigas alegres. Lançaram-lhe um olhar de desprezo e viraram-se para outro lado com os seus amigos alegres. Eu confesso que, às tantas, já estava farta de ali estar, a conversar com um estranho, com frio das brisas que vinham do mar e rodeada de gente vazia. Ainda lá aguentei umas horas. No fim, dei ao Marcus o meu número de telemóvel…afinal, o que tinha eu a perder? Seria raptada e levada para a Nova Zelândia? Yah…até me parecia uma boa ideia já que a minha vida não estava a ter grande interesse por aqui. Fui-me embora perto das cinco da manhã. A essa hora também ele já tinha ido. A pé até ao Parque de Campismo onde estava alojado.
Eu estava de férias. No dia seguinte, depois da hora de almoço, tocou o telefone. Um número fixo desconhecido. Hum…’Tou? ‘Huh…hi…S? It’s me, Marcus!’ Combinámos encontrarmo-nos na praia onde estava a decorrer o campeonato mundial de surf. Já antes tinha falado com um amigo meu. ‘Pah…aconteceu-me isto…anda lá comigo à praia, só para ver se o bacano é de confiança ou não, yah?’. Encontramo-nos lá. À luz do sol consegui ver os seus traços. Topava-se ao longe que não era português. Mas também não tinha pinta nenhuma de ser do outro lado do mundo da terra de surfistas. Era muito branco e mantinha a cara branca de creme e o carapuço da camisola por cima da cabeça e cabelos desgrenhados pelo pescoço. ‘It’s because of the sun’, dizia. Estivemos ali um pouco os três a olhar para o mar. Comi uns bagos de uva trazidos por ele. Entretanto chegaram os meus amigos alegres e também o ex-namorado alegre. Ignoraram-me. E ainda bem. Não me apetecia mesmo nada que me fizessem perguntas sobre a minha nova companhia.
Passado um pouco, o Marcus foi até à estrada nacional, apanhar uma boleia até São Lourenço para ir aproveitar o vento com o seu equipamento de skysurf. Ainda o vi lá ao fundo do horizonte a passar pela praia….Nos dias seguintes, o mesmo. Telefonema e combinação na praia. Num desses dias quisemos trocar de endereços, e-mail ou telefone fixo. Estupidamente e nem sei porquê, nesse dia, ao contrário dos restantes 364 dias do ano, não tinha uma caneta dentro da mala. Ficou para depois. Pra depois…
Lembro-me que na altura andava meio desorientada sem saber o que fazer na vida e preocupada demais com pessoas que não valiam nada…Talvez por isso um dia ele me tenha ligado três vezes e eu não tenha atendido. Talvez por isso eu tenha ido aos sítios onde ele costumava estar e não o tenha visto. Talvez por isso eu tenha ido ao Parque de Campismo, na noite anterior ao dia que se iria embora, à procura dele apenas com o seu primeiro nome. Já tinha saído. Ficou o vazio. Quase desespero por não me ter esforçado por conhecer mais uma pessoa, que ao contrário das últimas que conhecera, tinha sempre algo mais para contar, experiências para partilhar e vontade de me conhecer sem nunca sequer ter mostrado a tentação de me dar um beijo na boca.
Duvidas do dia
Como é que se escolhe uma prenda para a namorada do pai a pedido do próprio?Mas afinal, o que pago eu por ter um serviço de Internet no telemóvel?Já se pode beber água?Quando é que acaba o Natal? O que vou vestir no casamento do final de ano?Como é que se vai para a Serra da Estrela?Será que? Está alguma coisa inundada?
A minha sugestão para este Natal…
Como os meus votos via e-mail deste ano podem não ter chegado a todos aqui ficam eles:
“Neste Natal aproveitem para se redimirem dos vossos ‘pecados’ das compras obsessivas e aventurem-se numa verdadeira Boa Acção. Cliquem em: http://www.ccspt.org e ofereçam um futuro melhor a um ser humano.
Espero que passem uma noite de 24 bem pertinho dos que mais amam”.

Contas familiares
Com estas coisas do Natal, família e afins, dei por mim ontem à noite a pensar no número de pessoas que fazem parte da minha corrente sanguínea mais directa. Dos laços todos. Todinhos mesmo.
Após algumas (longas) contas aqui vai: Um pai, uma mãe, um irmão, uma avó, um avô, 19 tios e tias (incluindo respectivos cônjuges e um dos quais é padrinho), 22 primos direitos (dos quais um é afilhado) e nove primos em segundo grau (dos quais um é afilhado). Isto sem contar com os cônjuges do irmão e primos (mais 12 pessoas).
Total: Quase 70 pessoas… Façam as contas…é giro!
Ui ui ca bom!
Mas que bom foi viajar no tempo até às grandes festas na Praia da Ribeira D’Ilhas por altura dos Campeonatos Mundiais de Surf. A pista era no estacionamento (ui…a calçada tinha, de vez em quando, cá uns altos e baixos…), a tenda de chil out no areal e bjeka saborosa…Ui ca bom! Estas notas fazem-me viajar até lá…
Lembro-me dos Natais verdadeiros
Lembro-me do quentinho vindo da lareira contrastando com uma aragem fresca vinda da chaminé da cozinha. Do cheiro a resina da árvore enfeitada no canto da sala com fitas laranja, azuis, amarelas e enfeites dourados, prateados, vermelhos…numa amálgama de cores que quase não deixavam ver o verde seco do pinheiro apanhado dias antes “no pinhal lá de baixo” . Dos cobertores por cima do corpo. Enroscados a ver os filmes típicos de Inverno. Dos vagueios imaginários pela lista de presentes que gostaríamos de receber.
Lembro-me dos mimos. Das risotas partilhadas. Do calor familiar. Dos papéis de embrulho espalhados pelo chão antes de se atirarem pela lareira adentro e desaparecerem em segundos. De passar a noite aconchegada.
Lembro-me de Natais puros, naturais e sinceros. De prendinhas simples e desejadas durante todo o ano. Da família – só os quatro – a rir com as ofertas made by pai e do arroz-doce made by mãe.
Viver em 2007
É difícil viver em Novembro de 2007 em Portugal quando…
…Dás por ti preocupada com a falta de chuva
…Anseias pelo final do mês e depois tentas fugir das contas por pagar
…Fazes cálculos ao preço do litro de gasolina
…Temes pela vida cada vez que conduzes
…Sentes-te mal por não teres disponibilidade para estar com todos os que gostas
…Passas demasiado tempo em frente a um computador
…Preocupas-te com problemas que não são directamente teus
…Acreditas num futuro próspero mas pouco há a fazer por isso
…Não consegues poupar quase dinheiro nenhum
…Queres dormir mas não consegues
…Queres passear na praia mas não tens tempo
…Queres viver intensamente mas não te deixam.
Chateias-te demais, preocupas-te demais e anseias demais.Vives a correr sem poder respirar fundo…
(Desabafem mais se quiserem…aqui em baixo)
Eh ehe
Recebi isto por e-mail de Barcelona. Entrei no fim-de-semana a rir à gargalhada! (Só vou colocar alguns termos para não se tornar extensivo)
Novo Dicionário de Língua Portuguesa
Alevantar - O acto de levantar com convicção, com o ar de “a mim ninguém me come por parvo!… alevantei-me e fui-me embora!”.
Aspergic - Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.
Capom – Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!
É assim – Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.
Eros – Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Inclusiver – Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais….eu inclusiver acho esta palavra muita gira!
Perssunal – O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.: “Sou perssunal de futebol”. Dica: deve ser articulada de forma rápida.
Pitaxio – Aperitivo da classe do “mendoim”.
Prontus – Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um “prontus”! Fica sempre bem.
Prutugal - País ao lado da Espanha. Não é a Francia.
Quaise – Também é uma palavra muito apreciada pelos nosso pseudo-intelectuais. Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.
Stander - Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o “stander de automóveis.
Tipo – Juntamente com o “É assim”, faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada e não servir para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo.É assim… tipo tás a ver?
Treuze – Palavras para quê? Todos nós conhecemos o numaro treuze.
Boatitos
Não gosto de boatos Criados no café, na esquina, na internet
Não gosto de boatos parvos, que incomodam
Que nos ocupam tempo e espaço no cérebro
Não gosto mesmo nada de boatos
Não gosto de boatos surgidos em mal-entedidos, em conversas banais e vazias
Irritam-me…os boatos que surgem a partir de palavras mal interpretadas…
Inventados maleficamente, estupidamente, ilogicamente…
Não gosto de boatos……
Hum….. Vamos criar um?
Goleganices
No domingo passado fui à Feira do Cavalo na Golegã.
- Mas o que raio estou eu aqui a fazer? (perguntava-me constantemente). O que é que eu tenho a ver com este mundo? (voltava a perguntar). Pá…anda aqui muita gente que não percebe nada disto, não anda?….Tipo eu….
Mas depois, ao final da tarde, chegámos àquela quinta do outro lado da estrada, fomos convidados a entrar, sentimos a vibração dos animais, bebemos Licor Beirão caseiro e sentimo-nos bem com a simpatia dos ribatejanos. Queremos mais. Sábado e domingo estou lá outra vez. Eu, ele e a carrinha do meu brother. Tipo chunga, ‘tão a ver?
Iiiirrá!!!!!
Cartazes
Folha de papel colocada ontem no portão da minha casa na minha aldeia:
Pão por Deus
Não há
Obrigado, Divirtam-se!
Não tenho mesmo nada contra as tradições. Aliás, até tenho tudo a favor das tradições Portuguesas (nada de hallowens e afins…), mas este ano, tal como no ano passado, a ordem é para poupar…ainda por cima os miúdos eram as dúzias!!! (E eu nem sequer compro doces para mim….). Eh eh….bom fim-de-semana!
“Cavalo e cavaleiro são um só”
No sábado tive a minha primeira aula de equitação a sério. A sério porque apesar de já ter montado várias vezes só nesse dia é que o meu querido irmão teve a paciência para berrar comigo não sei quantas vezes – ”Costas direitas!!!!”, “Dedos para cima”, “Já disse!! Vai rente às tábuas do picadeiro!!!!!!!” – e nessas duas horas (uf) tive a real noção do que é ‘guiar’ um cavalo. Foi muito bom. É uma sensação muito boa. Traz-nos paz de espírito, calma e ajuda-nos a aprender a ter paciência.
Qualquer dia cavalgar-se-á a sério na Lagoa Verdusca.
Prendas pintadas
- Não gosto de receber presentes antes do tempo, antes do dia de aniversário.
- Mas eu estou ‘em pulgas’ para que vejas a minha prenda. Não a consideres prenda. Considera este embrulho feito com papel amarrotado roxo vivo qualquer coisa de bom que te quero oferecer.
O meu…(nem sei bem como defini-lo). O meu Sol faz anos hoje. Pintei-lhe duas pequenas telas (um pouco) abstractas e ofereci-lhas. Com cores vivas, amarelo, laranja, roxo, verde e azul. Fi-las no Atalho, na zona do churrasco numa tarde. Escondi-as durante quase uma semana e ontem não consegui aguardar até hoje para ver a sua cara de surpresa. Foi fantástico!
Enfim, conclusão: quem não tem muito dinheiro para presentes consumistas, suja os dedos de tinta et voilá!
Desabafo de carga d’água
Mas por que carga d’água é que me escaldam sempre a chávena quando eu peço só e apenas um café?
Não pedi “Cafézinho quentinho”, nem “Cafézinho em chávenazinha quente” ou “Cafézinho em chávena escaldada”, ok? Pedi simplesmente um café. Detesto que me escaldem a chávena! Depois…toca de pedir um copo d’água para tornar o café bebível. Oh paciência neste dia gostoso de chuva….
‘Uã uã uã’
Hoje estava eu meio arreliada com a vida, com dor de pernas e costas, olhos em bico de olhar para o computador e com a cabeça cheia de problemas alheios quando recebi uma mensagem assim: “Olá. Nasceu a minha Emília do Mar, linda…”.
‘Ai coisa mai linda!!!!’ Soube muito bem. Bem-vinda a este mundo meio louco!
Parabéns C. e C.!
Porreiraço!
Lisboa tem assim um cheirinho bom. Uma energia positiva. Apesar dos lamentos – e dos “ai, vai-se andando”, “se Deus quiser” ou “podia ser pior” frases tão típicas dos portugueses – Portugal tem uma magia submersa. E um positivismo escondido. Mesmo sem perceber muito de assuntos europeus (como quase todos os portugueses) esta história fez-me ficar satisfeita. Tal como esta. Ai patriotismo, patriotismo…”podia ser pior”…ou não.
“A felicidade”
Houve alguém que visitou a Aldeia Típica José Franco e escreveu um texto ao Mestre. No domingo passado o meu pai visitou-o e ele deu-lhe uma cópia (quase ilegível) do dito texto que dizia assim:
“A felicidade é como uma borboleta. Quanto mais a persegues, mais ela te escapa!…Contudo, se virares a tua atenção para outras coisas, ela vem pousar suavemene no teu ombro…Por isso abre a tua janela para a vida e vive intensamente cada minuto, cada pedacinho, cada instante de cada dia…”
‘Tá bonitinho, não tá? (ai lamechas!!…)
Hum…
Pergunta do dia: Como é que se gere o tempo da vida? (Alguém tem um relógio para isso?)
Declaração
«Sozinha em frente ao computador. Estás na praia, eu sei. Fumo uma cigarrilha. Arranha-me a garganta. Ouço uma música portuguesa, estranha, de lamentos e arrependimentos, sobre a vida, mudanças, passos em frente. Há algum tempo que penso nisso. Em mudanças. A vida vai andado e tenho lutado para que ela seja quase perfeita. Os momentos de felicidade que aparecem….agarro-os com toda a força que tenho. E tenho conseguido. Porque tu tens estado lá. Tens me adorado e correspondido àquilo que esperava há anos, desde sempre. Acho que és o tal. Vais sendo e eu vou gostando. Até logo. Na praia ou por aí. Espera-me. Meu anjo.»
Suminhos do País
Suminho 1
Já aqui disse que não tenho cor política. Mas entre o Menezes e o Mendes…ui… venha o Tó da Esquinha e escolha. Ah…espera! Não há mais um candidato qualquer?
Quem irá vencer eleições directas do PSD?
Marques Mendes
Luís Filipe Menezes
Castanheira de Barros
Suminho 2
Sobre o balúrdio que está a ser gasto em Fátima…atrevo-me a dizer…Meu Deus tenta perdoá-los…acho que não sabem muito bem os problemas que podiam resolver com 80.000.000 euros. Não poderia estar mais de acordo com o texto do MT aqui.
Suminho 3
O meu clube passou à fase seguinte da Taça da Liga. Taça da Liga? O que é isso? Resposta: Mais uma competição para encher conversas. Mas desta vez não se ouve muito falar…será por causa disto?:
»O árbitro Duarte Gomes assumiu hoje ter cometido “um claro erro” no lance do penálti que permitiu ontem ao Benfica o empate a um golo com o Estrela da Amadora, já nos descontos, na terceira eliminatória da Taça da Liga de futebol, que o clube da Luz acabou por ganhar na marcação de grandes penalidades.«
Peripécias que até eram dispensáveis
O meu primeiro dia de férias foi assim:
(em pleno IP8)
- Epá, estou a ouvir um barulho estranho.
- Yah, eu também…parece que vem deste lado da roda.
- Pois…
- (Virando à direita) Estás a ouvir?
- Yah.
- Parece o pneu dianteiro esquerdo.
(Parámos devidamente fora da via)
- Não acredito…temos um furo (gargalhada geral. Ok, não era para rir…mas já agora estreava o colete amarelo e dava um forcing mental ao homem que me iria mudar o pneu…porque eu..sim, sim…se estivesse sozinha até o mudava! Mas estando acompanhada…eh eh).
(E lá arrancámos a caminho do nosso destino depois de uma paragem de uns 20 minutos).
Primeira acção: ir a casa da dona da casa alugada.
Segunda acção: ir à caixa multibando levantar guita para dar à dona.
Terceira acção: entrar dentro do banco porque a caixa ‘comeu’ o cartão e não nos deu dinheiro.
Quarta acção: ligar ao meu banco a pedir para enviarem um fax para o banco alentejano com os meu dados e etc. (‘Qual é o número do fax do banco alentejano?’, ‘Ó amigo!!! Sei lá agora isso!!!’)
Quinta acção: ligar ao 118 para saber o tal número.
Sexta acção: voltar a falar com a dona da casa alugada:
- Pois…não temos dinheiro…Já agora, sabe onde há um mecânico ou um repara-pneus?
Desse dia lembro-me de ver voar 75 euros da carteira para um pneu novo (sim…depois de tanto curvar para saber de onde vinha o barulho parti a parede do pneu [whathever] lá por dentro) enquanto trovejava e chovia quase torrencialmente. Foi o primeiro dia de férias. Podia ser pior, né?
Estados…
‘Não sei como se encontra o teu estado de espírito. Não tenho lido o teu blog’.
‘Hum…isso não é lá grande ideia. O meu estado de espírito é muitas vezes deturpado nestas linhas. Utilizo-as para comentar factos da minha vida mas não para relatá-la; para comentar situações únicas, estranhas e insólitas; sugerir leituras, filmes, passeios, por aí; Estas linhas são apenas um espelho tosco e partido de mim e não uma janela escancarada’. Entendido?
(Hoje há jantar de família. ‘Às terças-feiras há jantar de família e tu também vais começar a ir’. Ok, ok. Eu vou. E gosto.)
Voltei, voltei….
…Mas ainda estou em fase de encarrilhamento…
Durante a minha ausência…. a selecção nacional de futebol perdeu cor, o Scolari foi humano, o H5N qualquer-coisa apareceu em Portugal, em Ribamar relampejou e houve fogo, a Maddie continua sabe-se lá onde, o campeonato de futebol prossegue sem grandes surpresas e os raguebistas lá vão andando aos tombos contentes a curtir o mundial. Enfim, cá vamos andando…
Estive exactamente 16 dias sem tocar num único computador, sem visitar blogues, sites, ler notícias, dar ordens a equipas de futebol nem a apagar e-mails. Lá para o 10º dia, admito, tive que fazer um grande esforço, mas conseguir conter-me. E foi bom. Foram dias de descanso total (até da vista). Só li as gordas dos jornais pelos cafés por onde passei, e tentei passar ao lado de todos os acontecimentos nacionais e internacionais. Refugiei-me longe, na areia e nele, no sol. Foi muito bom.
Vou de…
…férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias. Descansar, curtir, amar, dançar, mergulhar, namoriscar, dormir, enroscar, rir, aparvalhar, esparrameirar, parar, passear, pensar, ler, desanuviar, comer, deslumbrar, apreciar, conhecer, andar por aí…
Estou de abalada. Fui. Já volto.
Incógnitas
O mês de Setembro tem sempre dias incógnitos. Não se sabe se é ou não é. Se vai estar calor ou não. Se se carregam baterias ou nos deixamos levar pelo pensamento de que as ‘férias grandes longe daqui’ ainda estão para vir. Não sabemos se podemos descansar. Ainda não encarrilhámos os nomes das novas aquisições futebolísticas do nosso clube apesar do campeonato já ter começado.
Ainda nos apetece um final de dia na praia, embora o sol já desapareça mais cedo. Não sei se mando escrever qualquer coisa no blog ou não. Enfim. Apetecem-me algumas coisas como arranjar um animal de estimação. Depois das férias, veremos.
Poucos nadas
Será possível que em sete dias úteis de férias em Agosto eu não tenha ido uma só hora à praia? E que só tenha saído à noite uma vez e para um cházinho? Dormi, li, comi, descansei, montei a cavalo, andei de charrete, não fiz nada de novo e especial para além de ter visitado o Cabo da Roca (Arrá! Finalmente conheci-o!!). Strange days…
A segunda ronda chega em Setembro por terras alentejanas e do oeste.
(a foto não é minha…não levei máquina…estranho mesmo)
A tal amizade…
Os amigos são aqueles que…(sem lamechices)
Te sorriem cada vez que te vêm
Perdoam quando te esqueces deles
Te ouvem a queixar da vida, de outros amigos, da namorada (o)
Aproveitam para desabafar contigo sobre aquele e aquela que se esqueceram dele num dia ou noutro.
E aqueles que…
São esquecidos quando há grandes farras
Lembrados quando há problemas
Dão os ombros a choros
Deixam de lados os seus sérios problemas para ouvir implicâncias vazias
São esquecidos quando começam a namorar
Fazem uma festa e ninguém aparece…tipo eu.
![]()
(Ilustração: Renaze Pinto Amaral)
Um suspiro
Ainda me martela a cabeça…mas hoje martela-me com menos intensidade depois de esta manhã ter lido esta notícia. Uf…Aguardemos.
Consumos
“Jornal da Noite (SIC)
Consumo de cerveja é menor este ano
Cervejeiras nacionais culpam o Verão tímido”
Pois, realmente, eu não tenho saído muito à noite. As minis pretas então…já devem ter as caricas calcinadas.
Pessoal, ‘bora resolver este problema?
Gastos parvos
Como gastar 80 cêntimos de forma totalmente inútil?
Não sabem? Eu dou uma ideia: Entram numa daquelas famosas lojas dos chineses com cheiro estranho. Dão uma volta pelas prateleiras para ver se encontram algo que seja ‘em conta’. Dizem ‘não, obrigado’ às perguntas das simpáticas brasileiras que questionam: ‘Precisa dji ajuda?’. Dão mais uma volta. Não vêm nada de especial. De repente, ao passar pelas prateleiras dos champôs, gel-duches e sabonetes, (cujos preços ultrapassam por vezes o habitual vendido noutros sítios) deparam-se com umas caixas de pensos rápidos de nome BANG TIAN. E pensam (como eu), ‘ah e tal, vou levar isto para não sair sem comprar nada. Dá sempre jeito tê-los lá em casa’. Custaram 80 cêntimos.
Ontem precisei de pôr um no dedo. Nem preciso falar da sua falta de qualidade, pois não? BANG TIAN….Ora aí está!
Choques
Todos nós temenos estas situações. Momentos trémulos de ansiedade. Recebe-se a notícia. As mãos gelam, o coração quase pára, assustamo-nos, trememos. Depois enfrentamos a tempestade, damos coragem uns aos outros, deixamos escapar sorrisos às crianças e distribuimos abraços quentes ao resto da família.
FS (tal como assinavas os teus quadros) obrigado por teres feito parte das nossas vidas.
“Num mundo de loucos só é louco quem não o é”, FS
Agora esperamos todos (Ricardos, Silvas e Alves), que a justiça nos tranquilize.
Regressos e abrandamentos
Sapitos! Escrevam!
Regressei ao trabalho e…de repente o vento por aqui abrandou…porquê?
Mudanças
Bem…hoje deu-me para trazer o meu afilhado nº1 até ao meu local de trabalho. Meio tímido lá me divulgou que estava na net um trabalho da sua turma sobre Animais em Vias de Extinção. No meu tempo…era cartolinas, colagens, recortes, cola nos dedos, nas unhas, na roupa (com direito a palmadas em casa), canetas de feltro, riscos nos dedos, na cara…et voilá(!): Um cartaz todo mal colado sobre os animaizinhos. Era exposto na escola e ficava só entre as quatro paredes (e ainda bem…porque se os encarregados de educação vissem aquilo…ai ai).
…Actualmente….”Madrinha, vê aí o nosso trabalho que está na Internet!”
De férias
Os sapos que habitualmente escrevem o que lhes dito nesta Lagoa Verdusca vão de férias. Vão bater umas sornas nas praias da zona, beber uns copos de cerveja à beira-mar e aproveitar para coachar com os restantes sapos da família, para quem não costumam ter muito tempo. Estão de regresso um dia destes…senão forem apanhados por caçadores amadores de cágados ‘rio acima, rio abaixo…’.
Sempre atentos,
Os Sapos
(E eu, como boa tratadora que sou, acompanho-os de férias. Yuhu)
Fúrias
Ontem ia tendo um segundo ataque de fúria.
Daqueles em que se grita, berra e se bate com os dois pés no chão alternadamente.
E não é que ontem, perto das seis da tarde (quinta-feira), cheguei à ‘minha praia’ e….Onde é que está um lugar para o meu leãozito? Ham? Era só carros, carros, carros, carros, gente irritante, carros, carros, carros….quem é que descobriu este espaço e permitiu que isto acontecesse? Ham? Sinceramente.
O primeiro ataque de fúria que ia tendo foi na EN 116. Demorei mais de meia hora a percorrê-la. Porque é que esta gente não toda…sei lá…para a Costa? Não?
Residente sofre…
Buracos
“Ai que isto é um problema quando o saco aparece roto”
Isto disse hoje a senhora da limpeza semanal…e eu acrescento: Ah pois é…agora depende é do que o saco traz lá dentro. E não estou a falar de nada que tenha a ver com látex, estou a falar de lixo mesmo. Latas de cerveja, borras de café, restos de comida, guardanapos que parece que estiveram na Guerra do Vietname, beatas de cigarros, de cigarrilhas, de mais nem se sabe o quê, enfim, lixo. E é vê-lo a escorregar contentemente pela rua abaixo, de madrugada, a poucos metros de distância do caixote verde comunitário. Os cães dos vizinhos a ladrarem raivosos com o barulho e nós sem saber muito bem o que fazer até porque o lixo parece duplicar quando olhamos para ele…Isso sim, é que é um problema.
É de manhã, eu sei. Pode não ter caído muito bem o texto…enfim.
Devagarinho…mas ainda há gente a trabalhar, ok?
Sabem qual é a primeira coisa que vou fazer assim que entrar de férias na próxima segunda-feira? Vou percorrer calmamente a estrada nacional 116, entre a Ericeira e Mafra, a 30km/h, mesmo nos sítios onde posso chegar aos 50km/h! Uau!
(Ai paciência a esgotar-se… e a fazer tilt)
Ok, talvez fuja para a praia e nem sequer passe por essa via.
Pela hora do caixote do lixo…
Ode o meu fiel companheiro desde há três anos
Cinzento, estiveste sempre lá
Aguentaste as minhas fúrias contra a parede fria
E mais recentemente contra a areia da praia.
Ouviste alguns dos meus segredos.
Escutaste choros, gargalhadas e ironias
Conheceste as pessoas que passaram por mim nos últimos três anos, que passaram por nós.
Que me fizeram chorar, rir ou ironizar.
Registaste os seus números, lembraste deles todos,
(Ainda aí estão quando deles preciso)
Acompanhaste-me ao sul, norte.
Só estive longe de ti uns doze dias…custou, mas consegui.
Meu cinzentinho.
Inseparáveis.
Meu fiel companheiro.
Lamento…mas estás pela hora do caixote do lixo.
Mas primeiro tenho que te arranjar um substituto…Hum…
Alguém tem um telemóvel há três anos? Eu tenho…Mas é por ser pobre, mesmo.
Crenças
“…eu sou um homem religioso. Não sei é de quê.”
Estas palavras são do Raul Solnado. Encontrei-as no título de uma entrevista que deu ao Correio da Manhã. Vai de encontro a mim: Sou religiosa e crente. Não sei bem é em quê.
Grrr!!!
Se não me convidam para sair, eu não saio.
Se não me falam, eu não falo.
Se não me desafiam, eu não me faço de convidada.
Por isso, não digam que estou desaparecida.
(Humpf…detesto isso)
Apenas encontrei aquilo por que todos aguardam.
Na Beira Baixa ou Interior…
- “Olha, já chegámos!
- É? Ainda não ouvi a calçada….Não podemos ter chegado.”
Foi um fim-de-semana cheio de coisas….cheio de: calor, cansaço, fome, vontade de esticar as pernas, suor, sede, risos, beijos, conversa, quilómetros a andar de carro, surpresas, muitos graus de calor (bateu os 45 centígrados), pessoas boas, bjeka na tasca do Ti Pires e cigarrilhas à varanda com vento quente a bater na cara.
E muitos minutos à procura de cágados rio acima e rio abaixo, a trepar pedras, a tirar fotografias, a beber água fresquinha do chafariz rodeado de abelhas e vespas, a apreciar a paisagem até doer a vista, a saborear doces típicos caseiros e a tentar perceber onde era o Norte, o Sul, o Este, enfim…onde estava o mar…pois é… estávamos tão longe do nosso mar.
A ver o sporting na sede da Associação Cultura, Desportiva e Recreativa de Medelim, a jogar matrecos (e a perder), a andar pelas ruas e dizer boa noite a desconhecidos sentados nos ‘balcões’, a ouvir histórias do tempo da II Guerra Mundial e a apreciar a vida daquela gente rija.
“Depoix não vá lá dixer que veio à Beira Baixa e que paxou fome! Vá Xóninha, coma qualquer coixinha. Não quer? Poix…tá calor né? A gente aqui é axim: Muito calor no Verão e muito frio no Inverno. Já foi à Xerra no Inverno com neve? Ah, tem que cá vir. Pegue no N. e venham os doix. Beixinhos e até à próxima!”
(PS: Isto não é a famosa escrita sms tão utilizada hoje em dia pelos putos mais novos. É a melhor aproximação que consegui fazer à pronuncia da Beira Interior ou Baixa…é Idanha-a-Nova…whatever”.
- “Voltamos cá brevemente, certo?
- Sim. Mas da próxima é no Inverno. Primeiro temos que te comprar uma coisa: um casaco bem quente. Para ver se perdes medo do frio.
- …”
Noites
Alguém tem passeado à noite a pé nas ruas da Ericeira? Ui…bela dose de paciência…
(palavra de residente que não depende do turismo para viver).
Viajadelas
Viajadelas: Pequenas viagens feitas por mim sem passar para lá das fronteiras. De carro, comboio, expresso, à boleia. Por aí.
Se há uma coisa que adoro fazer é conhecer novos espaços, cidades, aldeias, cantos, praias, montanhas, rios em Portugal. Desde miúda nunca fui de viajar, nem cá dentro nem lá por fora. De algum tempo para cá tenho tentado, com poucos trocos, ir conhecendo aos poucos o norte e o sul. Hoje parto para a Beira Interior. É certo que não vou sozinha, nem à aventura (sem lugar para ficar) ou a conduzir. Irei confortavelmente no banco de trás a ver a paisagem. Na porta do meu frigorífico vai estar (tal como quando fui ao estrangeiro de férias) o roteiro da minha viagem: “Vês pai? Vou andar por aqui”.
Na semana passada passei um dia em São Martinho do Porto. Só lá tinha estado uma vez, e gostei de rever aquela zona. Ainda quero visitar pelo meu pé o Porto, Braga, Covilhã, Bragança…por aí, talvez Serra da Estrela no Inverno….pois, é verdade, ainda não conheço – detesto frio.
Ontem estive na minha praia até ficar escuro. Das 20h até às 22h. Noite.
“Vê-lá se não se esqueces de nada na areia” .
“Ver? Não consigo…está escuro”.
Inacreditável…
…e lamentável….fiquei ‘raivosa’, muito….
“Madeira: «função das mulheres é procriação», diz deputada PSD
O líder do grupo parlamentar do PSD madeirense, Jaime Ramos, garantiu ontem que a Madeira «nunca, nunca, nunca» aplicará a lei da interrupção voluntária da gravidez, numa tomada de posição apoiada pela porta-voz do partido no debate na Assembleia, Rafaela Fernandes, para quem «a função das mulheres é a procriação». Em declarações reproduzidas na edição desta quarta-feira do jornal Público, a jovem deputada social-democrata recordou ainda que a aplicação da lei no território «não é possível porque não está previsto no Orçamento da Região para 2007».
Acusada pela oposição de utilizar argumentos «retrógrados», de «falsa beatice» e «puritanismo», Rafaela Fernandes voltou a provocar polémica ao acusar os opositores de «passar um atestado de menoridade e de ignorância às mulheres madeirenses que não precisam desta lei para tomar uma decisão destas», pois «quando precisavam de fazer abortos iam lá fora». “
In Diário Digital, 25 de Julho de 2007
Números positivos ou negativos?
Ainda não se sabe. E talvez nunca se saberá se a entrada em vigor da nova lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) trouxe ou não benefícios para este país.
Eu, como mulher, senti que foi dado mais um passo importantíssimo na nossa liberdade humana. E nunca escondi o facto de ser a favor da IVG com limites equilibrados e sensatos. No dia 16 deste mês só me lembrei de que a lei tinha entrado em vigor quando cheguei ao meu local de trabalho. E nem sequer tive tempo para pensar um bocado nisso. Agora já tive. Os números vão surgindo: “Saúde24 recebe em média 25 chamadas por dia sobre a IVG”; “só na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, foram realizadas 44 interrupções da gravidez na semana passada”.
Mas será que alguém se vai lembrar dos números de mulheres que decidiram fazer um aborto e que depois, na fase de reflexão, desistiram? Será que alguém se vai dar ao trabalho se tentar perceber se as consultas prévias estão a funcionar com a atenção devida? Será que alguém já percebeu que as mulheres da Madeira estão pura e simplesmente a ser discriminadas à ‘cara podre’?Sou a favor da vida e de gravidezes desejadas, conscientes e felizes, para que sejam criados seres humanos desejados, consciente e felizes. E sou a favor da justiça, da liberdade de escolha e pela saúde.
No domingo passado, na ‘minha praia’, vi o C. e a C. Os dois, o casal simbiose dos tempos de escola secundária. O pai com o A. (com cerca de dois anos e meio) ao colo e a mãe barriguda. Ambos à espera de mais uma cria. São ambos mais novos que eu e enfrentaram sempre tudo e todos pela vida. Foi assim que fizeram e estiveram muito bem.
Destaques inesperados
O jornal “O Ericeira” na sua última edição de 25 de Julho escreve (entre muitas outras coisas) isto nas ‘Dicas’: “lagoaverdusca.wordpress.com é o novo blogue de autoria da simpática locutora da Rádio de Mafra, Sónia Ricardo. Recomenda-se uma visita”.
Visitem, leiam, comentem, que eu fico contente, obrigado.
…….(cuidado S. Mais cuidado com o que aqui escreves)……..
Delírios
“Queres casar comigo?”
“Hãm???”
“Queres casar comigo?”
“Tas louco…”
“Se fosse agora…casavas?”
“Huh…yah, casava”.
Cruzamentos
Part I
-
Olá…olha, sabes se há aqui à venda no Mercado Medieval essa bolas com fitas com as quais estás a fazer malabarismo?
-
Olá. Sim, acho que sim.
-
Sim? Onde?
-
Numa banca ao pé do palco do Mercado Medieval.
-
Ok, obrigado e continuação de bom trabalho.
Part II
-
Olá, boa tarde…
-
Olá.
-
Tem daquelas bolas com fitas à venda aqui na sua banca no Mercado Medieval?
-
Huh…já não tenho. Mas vou ter brevemente.
-
E onde costuma vender?
-
Epáh…daqui vou para Santa Maria da Feira e depois não sei bem. Ou então em casa, em Albergaria-a-velha.
-
Pois…é um pouco longe (nem sei onde fica!)
-
Pois…então olhe…peço desculpa.
-
Ah, não faz mal. Adeus, continuação de bom trabalho.
(Já íamos embora…)
-
Espere!! (Espera de cinco segundos) Tome lá este cartãozinho. Envie-me um e-mail.
Bem……era o Mercado Medieval e vou encomendar as tais bolas malabaristas com fitas - ao senhor de cabelo branco e ar mocado – por e-mail. Strange moments………………………..
Gripes no Verão?…..
….São tramadas…..
“Olha…A ventoinha está gripada”
“O quê???”
“Está gripada. É preciso pôr uma nova”
“Então e não era o rolamento?”
“Não. Está gripada”
“Hunf…..”
“Precisas dele quando? Sexta-feira?”
“Yah…sexta…descanso…praia a norte….”
“Pois, vou tentar”.
“Hunf….buááááááá!!!!!!!!!”.
Apontamentos do dia
Sabiam que na ventoinha de arrefecimento do motor de um automóvel há um rolamento que quando está f****o faz uma barulheira do caraças capaz de acordar quase os vizinhos todos? (Hoje: chamada de urgência: “Mecânicozinho!!! Daqui a dois dias quero ir conhecer uma praia longe…e neste carro!)
O Nani, perdão, o argentino Pipi (pelo menos não acaba em ‘Vic’) diz que faz uma tatuagem de um leão se o Sporting for campeão. Eu também faço! Mas é uma que quero fazer há muito tempo…ok, talvez faça brevemente, depois do Verão, independentemente das vitórias do meu clube.
Ibéria? Ou uma Jangada de Pedra perdida?……«As declarações de Saramago, que tanta polémica têm causado em Portugal, já chegaram à China. O jornal oficial chinês Beijing News noticia as declarações de José Saramago em defesa da integração de Portugal e Espanha numa união ibérica e refere mesmo que metade dos portugueses concorda com a ideia. (…) Segundo a mesma sondagem, cerca de metade dos portugueses (!) considerou que a união com Espanha seria benéfica para promover a economia portuguesa e a melhoria do nível de vida (…)».
Seria mesmo?
Mas eu tenho que pôr sempre aqui um título?
É, na minha opinião, uma das melhores cenas de sempre….em ”O Bom Rebelde”. (A porra do filme tem dez anos e emociona-me sempre).
Zé Lourenço
Ainda não falei aqui sobre o mais recente espaço nocturno na minha freguesia (sim! é na minha freguesia): O Lourenzo Club…Zé Lourenço para o pessoal de CSL.
Estive lá na sua inauguração com o B. Todos arranjadinhos, bonitinhos com os V.I.P. da zona a beber cerveja oferecida (obrigadinho!) e a fazer um esforço para parecermos ‘in’. Depois disso já lá fui algumas vezes. Fomos festejar a vitória de Mafra e fomos noutra situação porque não tínhamos mais nada para fazer.
É porreiro, no geral. Com pontos positivos e negativos. Um negativo: no sábado tive que ir pedir ao segurança…”ah e tal…estão ali uns amigos meus que estão connosco mas não entraram…” Enfim…coisas que me fazem lembrar outras situações na outra disco na vila. Coisas que me chateiam. Entendo o rigor, o ‘manter o respeito’, o ‘isto não é à balda’, ‘têm que aguardar um bocadinho’. Mas quando estamos todos já bem divertidos com uma série de Bohémias e Super Bocks bem digeridas…é chato. Mais chato ainda é o facto de eu, nessa noite, não ter conseguido distinguir a t-shirt amarela do J.V. no meio da multidão que esperava à porta para entrar. Era eu a dizer ao segurança…”pois, é este e o outro de amarelo que…deve…estar…ali…para…trás…não…sei..bem…onde…” “S!!! Tou aqui à tua frente, yah?” “Ah, pois é, é este aqui. Obrigado”.
E entrámos.
Cheio, cheio, caras conhecidas. “Para onde vamos? Bar e depois varanda”. Ponto positivo: Varanda. Respira-se, fuma-se uma cigarrilha, bebe-se uma imperial manhosa igual a todos os outros sítios, diz-se ‘Olá tudo bem?’ a várias pessoas e, entretanto, ok, vamos embora.
“Por onde? Pelo caminho de cascalho? Yah, é isso” – Ora lá está a vantagem de ter uma disco na minha freguesia. Só falta ter um jipe.
Ontem…
- Tou?
- Tou, tou! Olá S.! Que vais fazer hoje?
- Nada. Tá a chover, nada de praia…..
- Vamos ao cinema com o S. e namorada?
- Ok, bora lá.
……….
- Então S.! Tudo bem? Qual é o filme que vamos ver?
- É o Transformers!!!- … (no coments)
………..
Voltei atrás no tempo. Domingo à tarde, shopping, conversas vazias, sorrisos ocos, cheiro a pipocas, filme com velocidade, armas e gajas giras (“ah e tal o plano deles é dominar o mundo e exterminar os humanos e tal…ok, qual é a novidade?”), casalinhos de namorados enjoados, casalinhos, shopping, gente, domingo à tarde. Voltei atrás no tempo, alguns anos, e lembrei-me de uma ida ao cinema semelhante para ver o ‘Velocidade Furiosa’…uhff…EU NÃO SOU ASSIM, OK?
Conclusão da sessão: O melhor foram os trailers dos outros. Tenho que ir ver ao cinema o “Paranóia” e ver em casa o “Nem contigo…Nem sem ti”. Este último é sobre diferenças de idade no amor (oh que apropriado, não?).
Valeu-me a companhia – cada vez mais agradável – do N. “Nota-se muito a minha cara de gozo?” “Não, tas na boa”.
Nada como um final de tarde na vila da pesca e um bom gelado de chocolate para terminar o fim-de-semana em grande.
Descobertas
É umas das músicas mais bonitas que já ouvi nos últimos anos. Sim, admito, eu vi excertos do Festival da Eurovisão 2007 e esta foi uma das minhas preferidas (eu nem sabia que havia um País chamado Geórgia no meio da Europa(!)).
7 Maravilhas? Que foi isso?
Já aqui expressei a minha opinião sobre a ridícula eleição do “Maior Português de Sempre”. Esta das 7 Maravilhas Portuguesas não lhe ficou muito atrás. Todos os monumentos portugueses são importantes, na sua época, estilo ou caracterização. Todos.
Ele foi giro ver a populaça toda a abraçar o convento, a autarquia a fazer campanha no site (ainda só para alguns), e pessoas a perguntarem-se…’afinal como é que se vota’?…E agora a questão da semana é: Porque é que o Palácio de Mafra não fez parte das 7 Maravilhas?
Eu respondo: Porque não se fez quase nada por isso. Sabemos que esta população adere às iniciativas e aos chamados. Mas faltou isso mesmo. Mais iniciativas, divulgação, apelo, festa, barulho! Folhetos, bandeiras e mais barulho! Está bem que tínhamos e tivemos concorrentes enormes ao nosso lado (tipo a Torre de Belém ou o Palácio da Pena), mas acredito que era possível.
Barulho nas ruas, em frente ao Palácio, folhetos irritantes no pára-brisas do carro, mais barulho nos órgãos de comunicação social…
Enfim, respeitemos o Palácio como o temos feito, aliás, mais ainda porque ele merece. É a nossa maravilha.
(Aqui só opino…não vá ser processada também como outro que disse mal já não sei de quem no seu blog)
Mau momento
Já vos aconteceu esquecerem-se do aniversário de um grande amigo vosso? Pois é…É HORRÍVEL. Pior ainda, é ter estado com ele nessa noite (quando já era dia 8 de Julho) e com a minha estupidez natural não me ter apercebido que ele até pagou uma rodada, que até estava sorridente e amoroso, que até me elogiou, e até me defendeu, que até mostrou ser um amigo à séria. Ai.
De(x)culpa B!!!!
Expliquem-me!
Alguém me sabe explicar como é que correu o processo de escolha das 7 Maravilhas de Portugal? Foi só pelos votos da populaça?
Mafra não tá lá. Pelo menos tá nas 21. Caramba! Lá no fundo sabia que isto ia acontecer. Amo a minha terra mas…ainda andamos aqui meio perdidos (se calhar…ainda bem. Não sou nenhuma velha do restelo…Ok, sou uma Velha do Terreiro D. João V…’Rás’parta esta gente toda que nos inunda tudo aos fins-de-semana…’)
Soube que o nosso convento não tinha sido eleito precisamente no meio de um processo moroso de maquilhar cerca de 15 mulheres para a última actuação da nossa marcha. Irra! Valeu-me – na minha aldeia no meio da floresta – as imperiais, a música pimba, os ‘adeus’, a harmónica e as garrafas de coca-cola a dar ritmo ao Ti Ventura, as desgarradas regadas com minis e os foguetes atirados às tantas da manhã até se soltarem todos os sentimentos deprimentes.
“Quem biu biu, quem não biu, bisse”
“Quem biu biu, quem não biu, bisse”…..Isto foi o que disse Rui Veloso, ontem, no concerto da fantástica Mariza no Jardim do Cerco (e não “Jardins do Palácio”), em Mafra. Esteve linda a minha fadista preferida. Amorosa com o público (um pouco lamechas até). Encantou-me com aquele vozeirão que nem parece saído de um corpito tão delgado e com aquela magia e força femininas brutais.
“O vosso palácio pode não ter ficado no meio das Sete Maravilhas, mas é, com certeza, a oitava maravilha de Portugal!”Ah pois é!
15 pontos para as centenas que aguentaram o frio e o vento (quase de Outubro: “Um grizo do caraças”…como disse Carlos do Carmo) no meio das árvores do Cerco por mais de duas horas.
15 pontos para a organização
0 pontos para o preço dos bilhetes
0 pontos para o facto da Mariza não ter interpretado um dos meus fados preferidos na sua voz (ok ok, cheguei um pouco atrasada e sai antes do bis, mas acho que não cantou mesmo).
“Quem dorme à noite comigo
É meu segredo,
Mas se insistirem, lhes digo,
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo
E cedo porque me embala
Num vai-vem de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão
Gritar: quem pode salvar-me
Do que está dentro de mim
Gostava até de matar-me,
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
Ao pé da ponte do fim.”
A ti, B.
A ti, que te conheço quase desde que nasci, te digo que te adoro. Adoro-te pelo que és, pela amizade que me tens, e sobretudo pelo respeito que me tens tido. Pelo ombro amigo, pelos ouvidos atentos, pelos conselhos (nem sempre) bons. Pelas horas que passamos juntos a lamentarmo-nos (mais eu, claro), pelas viagens que fazemos à procura do melhor bar, da cerveja preta mais saborosa e da noite mais fresca. Pelas noites de “relações públicas” na freguesia; Pela noite que passámos ao lado um do outro ao pé do mar; por me teres ensinado a pescar; por me fazeres rir; por me fazeres (quase) chorar; por me dares valor; por me segurares. Por saberes quase tudo da minha vida; por tudo isso é que te adoro, B. Pode ser estranho mas é a verdade.
Meios
Há meias; meios humanos; meias de leite;
Meios técnicos; meias laranjas;
Meias de rede; de licra e de algodão;
Há meios whiskys; beirões; bagaços e bagaceiras;
Há meias tostas; meias doses;
Há meias metades
Há meios irmãos; meios amigos;
Não pode haver meio namorado?
Possíveis
“É possível fugir dos sentimentos como se foge de um onda à beira-mar para não se molhar as calças?
É possível mudar o destino com uma simples palavra?
É possível que a felicidade esteja ao meu lado desde há meses e que eu ainda não tenha dado por ela?
É possível isto tudo estar a acontecer-me?
Mereço esta brisa fresca?” Altos e baixos, altos e baixos…
SI Olé! (Mas foi a Lagoa olé)
Foi um fim-de-semana looongo…..
Um mês depois lá estivemos nós, no meio da relva, a receber um prémio triplicado (…disso falo depois).
Lembrei-me do post que escrevi em Maio: “…Eu e esta minha mania…(…) Eu não gosto de Marchas Populares. Não ligo às festas dos santos, nem ao Santo António, Pedro ou João. Nem penso que no nosso concelho haja essa tradição. Aliás, vê-se bem pelo número de freguesias que anualmente adere à iniciativa da câmara: é cada vez menor. Enfim, a verdade é que amo a minha terriola. E, mais uma vez, como há quase três anos, lá vou eu estar envolvida na organização. E pior: marchar, abanar a anca, cantar, wathever. Ontem disse: “Eu alinho. Quem é que está comigo?”; Mas hoje tive que obter uma certificação daquilo que falei junto de um amigo meu: “Diz-me que não me meti mais uma vez na organização…”; Oh yes, that’s true!”Lembrei-me das discussões.Lembrei-me das desilusões.Lembrei-me do cansaço.
Lembrei-me dos abraços com tinta amarela nas mãos e dos abraços, na hora de festejar, a quem me chateou.
Ontem a festarola foi em SI. Estava mesmo precisando de bjeka.
Obrigado L.,P.,G. e J.P. pelo apoiozasso!
Comilona!
Chego eu, ensonada, para mais um dia de trabalho, quando, eis que, quando dou a habitual vista d’olhos diária pelos jornais on-line, encontro esta notícia:
«A Via Láctea está em plena hora de almoço. É isso que dizem, pelo menos, cientistas das universidades da Virgínia e de Massachusetts que fizeram um rastreio a mais de 500 mil milhões de estrelas em torno da Via Láctea, na banda dos infravermelhos, e descobriram algo surpreendente. A Via Láctea, a galáxia que acolhe o Sol e o planeta Terra numa das suas franjas – ou seja, a “nossa” galáxia – está em pleno processo de devorar uma outra, mais pequena: a galáxia anã Sagitário. Até 1994 não se sabia sequer que existia esta galáxia anã nas imediações da Via Láctea. Foi uma equipa internacional de astrónomos que a descobriu e anunciou ao mundo nesse ano. Agora, um grupo de investigadores norte-americanos, liderado por Steven Majewski, da universidade da Virgínia, vem dizer algo ainda mais surpreendente: a Via Láctea, afinal é uma “comilona”.»
Comer ou ‘comer’?
Ora bem…isto às dez e meia da manhã depois de ter assistido ontem a uma literal invasão ao litoral da minha freguesia na inauguração de um espaço nocturno (o clube do Lourenço) que até me agradou e cujo dono me pagou uma bjeka, só posso mandar uma grande gargalhada das minhas. É bom.
Notitas
Picadelas
Por mais que tente não me consigo lembrar quem é que, nas pessoas que me rodeiam ou rodearam, dizia em tempos “Oh pá…vai mas é dar sangue!”…Tipo, “Oh pá…vai mas é à merda!” …..E não é que hoje fui mesmo dar sangue para o Instituto de Histocompatibilidade do Sul? (Já tenho uns hectares no céu)
“Ouça lá…é muito sangue?!” “Não, é só uns 10 mililitros”. “…Uh…(sem desmaios, ok?)”
Conselhos
Nunca, mas nunca por nunca, puxem muito pelos vossos músculos em qualquer actividade física. Pode custar 45 euros em três sessões de fisioterapia com direito a muitas dores gratuitas.
Marchar, Olé
Sábado é a noite. Só não é A Grande porque já o disse, e volto a realçar, NÃO GOSTO de MARCHAS POPULARES. Mas vou lá estar no relvado. Amigos, transmitam-me energia positiva ‘fáchabóri’!! Obrigado.
Letras
Próxima compra:
É mais um para juntar aos seis que estão em fila de espera da minha mesa de cabeceira. Ainda lá está “A Insustentável Leveza do Ser”; o “Como arruinar a sua vida”; “A Leoa” (retirado do baú); “O Zahir”; “Só o amor é real”;…E de quem é a culpa? É de “O Retracto de Dorian Gray”…bolas…que mania a minha em ter de acabar todos os livros que comece a ler mesmo que cada página que leio me passe ao lado dos olhos. E este tá a ser duro de ler.
“Gostavas de realizar umas viagens humanitárias?”, perguntou-me no sábado o meu pai. “Se não tivesse nada que me prendesse…é um dos meus sonhos, mas parece-me difícil nesta vida”.
Sol
“Quando estamos sós (…)
Tira a tristeza (…)
E aquece o coração”.
É assim o Sol.
No domingo fui…
“…à ‘minha’ praia. O mar estava límpido. A água fria limpou-me o espírito. Os teus beijos animaram-me. E o teu sol deu-me minutos de felicidade”.
Não sei o que me vai na alma…mas vai qualquer coisa.
Dores parvas
Faltam quatro dias e eu com uma infecção muscular nas pernas (nas duas!).
Não sei se foi do esforço para soltar o stress na ginásticazinha lá da zona; se foi no sábado a armar-me em ladrilhadora ou se é por andar a marchar ao frio quase todos os dias à noite na rua.
Hoje lá fui, meio torta, a andar lentamente, à procura do famoso massagista do CD Mafra. Simpático. Só não gostei do raio das dores que me provocou. Conclusão: “Veja lá, não faça tantos esforços, descanse porque tem aí uma ….são (não percebi bem a palavra, só que terminava em ‘ão’) muscular”. “Ok, ok. Hoje não marcho, arrasto os pés”.
Pérolas
Pérolas de quem vive numa aldeia.
A mota é do Zé Meia-Noite em cima do palco.
A autoria do filme é do L.P., mais conhecido por L.
O actor é o E., mais conhecido por A.
A actriz, escondida, é a I., mais conhecida por B.
Pessoas que gostaria de ‘atropelar’* de vez em quando
4º Lugar: Aquelas que passam à minha frente nas filas de supermercado – não sei se por ser baixita ou vestir-me meio xunga – e que só pela pinta se notam ser novos residentes sem respeito nenhum por quem tem a vantagem e o prazer de viver nesta zona desde sempre.
3º Lugar: (vivo ao pé de uma escola do 1º ciclo) Aquelas pessoas, pais e mães, que vivem a um quilómetro e meio de lá e mesmo assim são estúpidos ao ponto de pegar no carro para ir buscar o filho (a) à escola. A rua atrofia de carros, o planeta atrofia com falta de ar e o organismo deles atrofia com falta de movimento.
2º Lugar: Aquelas que nas esplanadas daqui da zona deixam os filhos Joões, Naneis, Marias e etc, à solta a correr pelas mesas e cadeiras forçando-nos a olhar por eles instintivamente a ver se não se vão espalhar ao comprido e partir os dentes todos.
1º Lugar: Aquelas (peões) que teimam em carregar na porcaria do botãozinho para lhes abrir o sinal verde de passagem (automaticamente, vermelho para nós, condutores) nos semáforos de controlo de velocidade. É vê-los todos contentes a atravessar a estrada, percorrer a rua toda e já estão a entrar em casa quando nós (condutores) ainda ali estamos, parvos, a olhar para o encarnado (ica). O pior é que, na maior parte das vezes, eu até paro antes de carregarem na porcaria do botão! Afinal, está lá uma passadeira! Faço aqui o meu apelo para que vocês, condutores, parem nestas situações, e vocês, peões, tenham um pouco de paciência.
*‘Atropelar’…entenda-se por ‘dar um belo par de estalo’. (não vá eu atropelar alguém sem querer e isto servir de prova em tribunal.
Contas…
Ontem passou nove meses desde que fumei o meu último maço de tabaco. É claro que não passo um fim-de-semana sem fumar uma cigarrilha Café Creme Oriental…e sabe-me tããão bem! Me desculpem os fumadores, mas eu já passei para o ‘outro lado’ e olhem que até nem é mau!
Ontem tomei várias decisões na minha vida. O sol a bater na minha pele numa das minhas praias preferidas, São Lourenço, ajudou-me a esclarecer algumas situações indefinidas. Situações pessoais, de amizades, projectos, ideias aventureiras, necessidade de partir sem destino e ir ter com pessoas que não conheço pessoalmente. Sul, norte, oeste…
Ontem queimei a minha pele ao sol… Agora está tudo mais claro. Há mais sol na vida. Ilumina-me…(e dá-me trabalho na marcha…ai ai ai…paciência).
Épocas altas
Hoje começa a época alta. “Sabes como é…estamos a entrar na época alta e tal. Meios compromissos nesta altura não são bons. Ou é, ou não é. Pensa”.
Ok, pensei e a minha resposta é: “Pois, estamos na época alta e tal. Ninguém me impede de ter meios compromissos onde me apetecer. Vai sendo quando estiver para aí virada. Hoje começou o Verão, e os copos, os corpos, o sol, a praia, o calor, a música, os amigos…espero eu, muitos”.
Coisitas de quem não tem nada para fazer
Isto foi a menina T. que me desafiou a fazer…como às vezes não se passa nada de jeito e como estou no trabalho à espera de um colega de quem estou dependente para terminar um trabalho, cá vai. Quem quiser, faça o mesmo…
Se eu fosse uma hora do dia…22h00
Se eu fosse um astro…Sou a Lua!
Se eu fosse uma direcção….Certamente, Oeste.
Se eu fosse um móvel…O meu belo sofá onde recupero energias.
Se eu fosse um líquido…Depende…para beber? Com ou sem álcool? Mini preta, se faz favor.
Se eu fosse um pecado…Gula.
Se eu fosse uma pedra preciosa…Sei lá…ametista, é uma palavra gira.
Se eu fosse uma árvore…Uma daquelas gigantes da Amazónia.Se eu fosse uma fruta…Laranja.
Se eu fosse uma flor….Malmequer.
Se eu fosse um clima…Primaveril com mais calor que o habitual.
Se eu fosse um instrumento musical….Uma harmónica (!)
Se eu fosse um elemento….Fogo.
Se eu fosse uma cor…Verde, aliás, eu sou verde.
Se eu fosse um animal….Uma tartaruga ou uma rã.
Se eu fosse um som…O som do Verão ao longe no campo. Já o ouviram?
Se eu fosse um estilo musical…Agora? House!
Se eu fosse uma música….”People are Strange”, The Doors.
Se eu fosse um sentimento….Melancolia.Se eu fosse um livro….”Brida” ou “A Bruxa de Portobello”.
Se eu fosse uma comida….Qualquer coisinha saudável e saborosa.
Se eu fosse um lugar….Lagoa com vista para o Atlântico.
Se eu fosse um gosto…Agridoce.
Se eu fosse um cheiro….A flores silvestres.
Se eu fosse uma palavra…Simplicidade.
Se eu fosse um verbo….Viver.
Se eu fosse uma peça de roupa…Top de alças largo verde.
Se eu fosse uma parte do corpo…Olhos.
Se eu fosse um objecto…Um livro.
Se eu fosse uma expressão facial….Uma gargalhada das minhas.
Se eu fosse uma personagem de desenho animado…a Larva ou o Fungo (não sabem quem são? Há pois…um dia conto. É só pa quem sai às quatro da tarde e vê a rtp2)
Se eu fosse um filme…O filme da minha vida, “O Bom Rebelde”.
Se eu fosse um número…o número 1, eu (Ricardo!!!!).
Se eu fosse uma frase…”Vive, não importa como, mas vive”.
Bem…isto fez-me lembrar aqueles inquéritos que se faziam na escola ou recentemente se enviava por e-mail. O que é certo, é que é difícil completar estas frases. Pelo menos ajudam-nos a pensar na nossa personalidade…Wathever. Bji T!
Scary…
Olá tas bom?
Há muito tempo que não te via!
Yah, que tens feito?
Olha, estive de férias no Tahiti!
Ah, sim já sei, li no teu blog.
Estive no Algarve!
Ah, sim já sei, li no teu blog.
Fui a Itália!
Ah, sim já sei, li no teu blog.
Apaixonei-me!
Ah, sim já sei, li no teu blog.
Visitei a Turquia!
Ah, sim já sei, li no teu blog.
Ah, e estive um fim-de-semana em Braga.
Já li. Já sei.
Ok.
scary….
Perspectivas diferentes
Li uma vez uma crítica sobre este filme. Marado, pois claro. Mais marado ainda para quem gosta de ver futebol. Ainda ontem comentei isto com um amigo. Li essa crítica num jornal qualquer de fim-de-semana mas nunca mais ouvi falar mais nada disso. Finalmente encontrei um excerto. É um filme com o Zinedine Zidane (ok,ok, esqueçamos o mal que fez à nossa nação e tenhamos em consideração o facto dele ser mesmo bom jogador) em que é dado a conhecer só e apenas aquele jogador em campo. Ou seja, ouvem-se os aplausos, apitos, enfim, mas na imagem só aparece ele e as suas reacções. Vemos a bola do jogo de futebol só quando ela lhe chega aos pés. Não sei de quem foi a ideia nem quem é o realizador. Fica aqui um excerto do “Zinedine Zidane Le Film” http://www.youtube.com/watch?v=guXkL794FhM
Pensamentos irreais
“E não é que agora tenho que ir viver para Espanha? Eu não acredito! O que vale é que é para o sul e vou ficar bem pertinho dos algarvios. Esta coisa de ser namorada de jogador de futebol tem muito que se lhe diga! Estava eu tão bem na capital. Sim, ok, é para o bem do meu amorzinho. Sim querido, se fosses para o Benfica era bem pior para mim (ica!!). Agora tenho que aprender a arranhar castelhano e sozinha! Ai meu sacana! Vais ter que me apoiar, ham? Já sabes se o clube tem ginásio? Pelo menos enquanto treinas vou para lá e entretenho-me a fazer qualquer coisa. Ou não. Talvez pegue no teu carro e vá dar uma voltinha à praia. O quê? Não me emprestas o teu carro?? Deves estar-te a passar! Há anos que to peço! Vá lá querido…Boa! Sim, eu não acelero muito. O quê? Levar as namoradas dos teus colegas? Mas eu nem as conheço! Há alguma portuguesa pelo menos? Bem…pensando melhor, deixa lá as portuguesas. Das mesquinhices dessas mulheres estou eu farta. Chama mas é alguns coleguinhas teus que levo-os a passear com toooodo o prazer! Sim, querido, é a nossa aventura espanhola! Mas tu, como diz um amigo meu, Porta-te, ham!?”. Realiza o teu sonho e boa sorte meu caro CM.
Marchar Olé
No sábado passado, em amena diversão com alguns dos meus mais consideráveis amigos, depois de um jantar ‘lá à frente’ feito pelo dono da casa chefe ‘muito à frente’, convoquei-os a todos para que me fossem apoiar no final deste mês num evento que, para a maioria, não passa de uma manifestação croma-popular-tuga. Pois é. Como escrevi em tempos: Não gosto de Marchas Populares! Mas vou estar lá, dia 30 (sábado às 21h30m) pela minha freguesia, do meio para a frente, marcha, marcha, canta, canta, segura no arco, vira à direita, abana a anca, ralha com o par (M!!! Levanta a porra do arco!), ajeita a saia, canta, segura na fita, marcha, acerta o passo, ri… Bem, meus queridos amigos…Quero-vos lá! Por mim! Prometo que depois há bjekas e tinto para todos!
Transportações
Transportei a Lagoa Verdusca para aqui. Vamos lá a ver se corre bem. Os meus outros devaneios vão estar disponíveis (acho eu…não sei por quanto tempo) em http://lagoaverdusca.spaces.live.com
Espero que se divirtam tanto como eu me estou a divertir a configurar este novo espaço.
Bêjos

















